Adesão à greve de enfermeiros nos centros de saúde do Algarve entre 50% e 100%

Adesão à greve de enfermeiros nos centros de saúde do Algarve entre 50% e 100%

A adesão no primeiro de dois dias da greve dos enfermeiros dos centros de saúde do Algarve situa-se entre os 50% e 100%, de acordo com um balanço inicial provisório divulgado pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).

Em conferência de imprensa realizada junto ao Centro de Saúde de Faro, Nuno Manjua, coordenador regional do Algarve do SEP, revelou que existe adesão total (100%) à greve nas Unidades de Saúde Familiares de Albufeira e Farol (Faro), na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) de Lagos, no Centro de Saúde de Vila do Bispo e na Equipa de Apoio Domiciliário dos Cuidados Paliativos de Tavira.

Noutros serviços de saúde do Algarve, a paralisação varia entre 75% na Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) de Faro, 71% no Centro de Saúde de São Brás de Alportel, 67% na UCSP de Almancil/Boliqueime, 60% no Centro de Saúde de Silves e na UCC de Tavira, e 50% no Centro de Saúde de Monchique.

A greve está a provocar “limitações ao nível dos cuidados de enfermagem, de tratamentos, das consultas, da vacinação, da vacinação internacional e dos cuidados domiciliários”, salientou Nuno Manjua.

“A ARS podia ter evitado esta greve e não o fez. Tentámos o diálogo várias vezes ao longo dos últimos meses, receberam-nos, mas não analisaram sequer os pareceres jurídicos que enviámos para sustentar as nossas reivindicações. Não avançaram sequer um milímetro”, assegurou o responsável.

A paralisação de dois dias foi convocada para reivindicar a contratação de mais profissionais e a resolução de questões relativas às condições de trabalho, nomeadamente a progressão na carreira.

 

Com Lusa