Crianças orfãs após homicídios dos pais não têm apoio específico

Crianças orfãs após homicídios dos pais não têm apoio específico

A denúncia é feita pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) que acompanha entre 10 a 14 crianças órfãs por ano e considera que os menores estão a ser negligenciados.

 

Em entrevista à agência Lusa, o responsável pela Rede de Apoio a Familiares e Amigos de Vítimas de Homicídios (RAFAVH), adiantou que a APAV apoia “mais ou menos entre um terço a um quarto” dos cerca de cem homicídios que, em média, acontecem todos os anos em Portugal.

 

Dados da Comissão de Proteção às Vítimas de Crime (CPVC), divulgados à Lusa, mostram que no ano passado houve nove “filhos de vítimas de homicídio em situação de violência doméstica” que obtiveram este apoio, metade dos que o tiveram em 2017.

 

Por outro lado, segundo o Instituto de Segurança Social, em 2017, havia 590 crianças e jovens à guarda do Estado por violência doméstica, 23 a viver em casas-abrigo.