Deco alerta para “muito preocupante” taxa de esforço financeiro de 80% das famílias

Deco alerta para “muito preocupante” taxa de esforço financeiro de 80% das famílias

A taxa de esforço média das famílias sobre endividadas apoiadas pela Deco desde início da pandemia situava-se no final de setembro nos 80%, valor que a associação considera “muito preocupante”.

De acordo com os dados do Gabinete de Proteção Financeira (GPF) da associação de defesa de consumidor, considerando o período de 18 de março (véspera da declaração do estado de emergência em Portugal) até 30 de setembro, as famílias tinham, em média, prestações mensais de crédito de 880 euros e rendimentos líquidos de 1.100 euros, o que corresponde a uma taxa de esforço de 80%.

A coordenadora da Deco, Natália Nunes, lembra em declarações à agência Lusa, que estão prestes a terminar algumas das moratórias concedidas no âmbito da pandemia de covid-19 e “este mês, já há famílias que vão ter mais dificuldades em pagar as prestações” dos créditos contraídos.

Na origem das dificuldades financeiras das famílias que pediram aconselhamento estão sobretudo o desemprego e a perda de rendimentos (em 26% e 25% dos casos, respetivamente), seguidos da precariedade laboral (12%) e da penhora de rendimentos e divórcio/separação (8% em ambos os casos).