Incêndios: Algarve com quase 900 operacionais e sete meios aéreos na fase mais crítica

Incêndios: Algarve com quase 900 operacionais e sete meios aéreos na fase mais crítica

Um total de 883 operacionais e 206 veículos em 166 unidades operacionais estarão de prevenção ao combate a incêndios no Algarve no período mais crítico, entre 1 de julho e 30 setembro, informou hoje a Proteção Civil Distrital.

O dispositivo é complementado por sete meios aéreos: quatro helicópteros bombardeiros ligeiros, que operam a partir de Monchique, Loulé, Cachopo (Tavira) e Ourique (Beja), um pesado, que irá operar a partir de Loulé, e dois aviões bombardeiros médios, sediados na Base Aérea de Beja.

“É um dispositivo que nos oferece confiança para enfrentar a campanha, desde de que as condições meteorológicas sejam as normais e que não haja um clima de muita exceção, se bem que seremos capaz de responder também com medidas de exceção” afirmou o comandante operacional distrital de Faro da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Segundo Vítor Vaz Pinto, que falava na conferência de imprensa de apresentação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), em Loulé, o dispositivo de combate a incêndios na região conta ainda com uma rede de deteção precoce assente em 12 postos de vigia.

Segundo aquele responsável, este ano há uma aposta no “pré posicionamento de meios de ataque inicial nas áreas de maior perigosidade de incêndios rurais”, com a antecipação do ataque ampliado, para reduzir os tempos de chegada de reforço, nas situações de maior complexidade.

Nessas situações, o objetivo é balancear meios das três forças de empenhamento permanente, dos Bombeiros, da Força Especial de Proteção Civil da ANEPC e da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro da GNR, para sete locais distribuídos pelo território algarvio.

O responsável realçou também que o conceito de ataque inicial se mantém com o “despacho de meios até dois minutos” em triangulação – com meios das três corporações de bombeiros mais próximos do sinistro –, e com o “primeiro no local até 20 minutos”.

Caso o domínio do incêndio não decorra “até aos 90 minutos iniciais”, é acionado o ataque ampliado com meios mais pesados, acrescentou.

“O território algarvio é muito vulnerável a incêndios rurais e se estes não forem extintos na sua fase inicial podem atingir velocidades de propagação muito elevadas, afetando grande áreas na primeira fases do fogo”, ilustrou.