PAN quer classificar cavalos-marinhos como espécies protegidas

PAN quer classificar cavalos-marinhos como espécies protegidas

A proteção do cavalo-marinho e a criação de zona de “santuário” na Ria Formosa, no Algarve, onde esta espécie ameaçada possa recuperar, é a proposta que o Pessoas-Animais-Natureza (PAN) apresentou, esta quinta-feira, no Parlamento.

O objetivo é proteger o habitat de uma espécie em risco de extinção em Portugal pela “degradação do seu habitat e pela captura ilegal”, através de uma “limitação das atividades económicas e lúdicas e reforço das ações de fiscalização no Parque Natural da Ria Formosa”.

Segundo o biólogo Jorge Palma, da Universidade do Algarve, a ria Formosa apenas alojava cerca de cem mil indivíduos de cavalos-marinhos em 2018, em contraste com os dois milhões contabilizados em 2001, ou seja, um decréscimo de 90% na população.

O partido advertiu que a poluição e a captura ilegal são duas das principais ameaças à espécie, que o cavalo-marinho pode “estar associado a um esquema de tráfico em rede com o intuito de comercialização no mercado oriental” e que “as operações e detenções de redes e armadilhas têm-se revelado insuficientes na proteção das espécies” e da própria Ria Formosa.

 

Ana Marisa Vieira