Promotores de espetáculos consideram o distanciamento do público proposto “exagerado”

Promotores de espetáculos consideram o distanciamento do público proposto “exagerado”

Na passada sexta-feira (dia 15 de maio), o Ministério da Cultura fez chegar aos promotores de espetáculos as regras para a realização de eventos durante a pandemia de covid-19.

 

A proposta de lei para a realização de espetáculos, que determina a proibição de grandes eventos até 30 de setembro e defende a entrega de vouchers aos detentores de bilhetes, medida à qual a Associação de Promotores de Espetáculos, Festivais e Eventos (APEFE) considerou “equilibrada”.

 

Quanto aos documentos com as regras dos espetáculos que recebeu do Ministério da Cultura, a APEFE tem uma posição mais crítica, nomeadamente no que toca à ocupação das salas e dos recintos ao ar livre. Para Luís Pardelha, um dos responsáveis pela APEFE, o distanciamento defendido pelo Ministério da Cultura é “exagerado”, quando comparado com o praticado por outros setores, como o da restauração.

 

Para Luís Pardelha, o grande desafio será convencer os espectadores de que “ir a um espetáculo não é mais perigoso do que ir ao restaurante ou ao cabeleireiro”. “Nenhum setor aguenta ficar fechado durante vários meses, muito menos o da cultura, que é tradicionalmente mais frágil e, sobretudo na música, menos subsidiado”, disse.